Coronavírus

Brasil pode alcançar 200 mil mortes por Covid-19 até outubro, aponta especialista

"Devemos chegar a esse número entre os dias 15 e 16 de outubro, se as tendências não mudarem. Eu tinha previsto originalmente que a gente iria chegar entre 9 e 10 de agosto aos 100.000, mas deve acontecer entre (os dias) 7 ou 8. Ou seja, já pode adiantar a predição dos 200.000 óbitos para a primeira quinzena de outubro", disse o coordenador do Laboratório de Inteligência em Saúde (LIS) da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (USP), Domingos Alves, em entrevista à agência AFP nesta quinta-feira (6)

diario da manha
Foto: Reprodução

O levantamento de dados sobre o novo coronavírus no Brasil realizado pelo consórcio de veículos da imprensa aponta que o país atingiu ontem (5) a marca de 97.418 mortes em decorrência da Covid-19, com 1.322 novos registros em 24h. O balanço é atualizado pelo jornal O Estado de S. Paulo, G1, O Globo, Extra, Folha de S. Paulo e UOL com base na soma das informações indicadas pelas secretarias estaduais.

Caso o número de óbitos continue aumentando nesse ritmo a previsão é de que até a primeira quinzena de outubro o Brasil tenha atingido a marca de 200 mil mortes. A projeção foi feita pelo coordenador do Laboratório de Inteligência em Saúde (LIS) da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (USP), Domingos Alves, em entrevista à agência AFP nesta quinta-feira (6).

“Devemos chegar a esse número entre os dias 15 e 16 de outubro, se as tendências não mudarem. Eu tinha previsto originalmente que a gente iria chegar entre 9 e 10 de agosto aos 100.000, mas deve acontecer entre (os dias) 7 ou 8. Ou seja, já pode adiantar a predição dos 200.000 óbitos para a primeira quinzena de outubro”, explicou à agência.

Durante a entrevista, publicada hoje (6) pela revista IstoÉ, o especialista em estatísticas relacionadas com a pandemia também criticou o “negacionismo” da pandemia feito, segundo ele, pelo governo federal. Além disso, também discordou da falta de adesão às medidas sugeridas pela OMS para diminuir o número de contaminações e da suspensão precoce do isolamento.

“O Brasil rejeitou sistematicamente, tanto por parte do governo federal e agora mais recentemente por parte dos governos estaduais, a adoção das medidas que foram sugeridas pela OMS e que funcionaram em vários países europeus. A ciência foi para o espaço há muito tempo nesse país”.

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