Coronavírus

Vacina contra covid-19 funciona, aponta laboratório

Pesquisadores esperam com novos estudos mostrar que quem tomou a vacina ficou 50% menos vulnerável ao vírus e produzir o equivalente a 100 milhões de doses até o fim do ano

diario da manha
Foto: Reprodução

A vacina contra a covid-19 produzida pela farmacêutica Pfizer junto a empresa de tecnologia BioNTech teve resultados positivos após os testes feitos em humanos. De acordo com a publicação da revista Exame, o medicamento mostrou ser eficiente para imunizar pacientes saudáveis, e causou efeitos colaterais como febre, ao ser aplicada em doses mais altas.

Conforme o relatório publicado, a vacina foi testa em 45 voluntários, que receberam três doses do medicamento ou placebo, sendo que 12 receberam uma dose de 10 microgramas, outros 12 30 microgramas e mais 12 uma dose de 100 microgramas e nove foram tratados com a versão da vacina em placebo.

A dose da vacina de 100 microgramas provocou febre em metade dos participantes, e por causa dos efeitos colaterais, não foi aplicada a segunda dose do medicamento.

Segundo a pesquisa, com injeção da segunda doses três semanas depois da primeira, 8,3% dos participantes do grupo de 10 microgramas e 75% do grupo de 30 microgramas também tiveram febre. O outro sintoma apresentado pelos voluntários foi o distúrbio de sono. Todavia os cientistas, afirmaram que os efeitos colaterais não foram sérios e não foi necessária a hospitalização dos pacientes.

Pesquisadores farão novos estudos para mostrar que quem tomou a vacina contra a covid-19 ficou 50% menos vulnerável ao vírus

De acordo com os pesquisadores, a vacina foi capaz de produzir anticorpos contra a covid-19, até mesmo com a capacidade de neutralizar o vírus, que indica que a a vacina é capaz de parar o funcionamento dele, mas não há dados se esse é o nível mais alto que esses anticorpos pode gerar de imunidade à doença. A empresa vai fazer um novo estudo com a vacina, com o intuito de provar que quem tomou a vacina é 50% menos vulnerável ao vírus.

Os dados foram publicados no site Medrxiv, que é o principal distribuidor de descobertas científicas, que não foram revisadas por partes. Os resultados da pesquisa com a vacina não foram publicados em um jornal científico.

Apesar da descoberta, as empresas ainda não divulgaram as diferenças do medicamento por gênero, etnia ou faixa etária. Na próxima fase de testes, elas vão focar nos Estados Unidos, e se tudo correr bem, a companhia espera produzir o equivalente a 100 milhões de doses da vacina até o fim do ano e mais de 1,2 bilhão até o final do ano que vem.

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