Coronavírus

Pesquisa da OMS apresenta 133 vacinas em desenvolvimento contra covid-19

Dois estudos elaborados por pesquisadores brasileiros já estão na fase pré-clínica no relatório apresentado pela OMS

diario da manha

Relatório divulgado no site da Organização Mundial da Saúde (OMS) revela uma pesquisa feita até a última terça-feira (2), o levantamento de dados aponta que estão em desenvolvimento pelo menos 133 candidatas a imunização contra o vírus SARS-Cov-2, responsável pela Covid-19, considerando que dez vacinas já se encontram na fase clínica, ou seja, sendo testadas em humanos.

Apesar dos estudos evoluírem em todo o mundo, muitos especialistas apostam que a vacina não estará produzida até o final de 2020. Estimativas confiantes estipulam uma carência de 12 a 18 meses, como sendo um resultado inesperado de recorde. A imunização ágil já desenvolvida, a da caxumba, levando quatro anos para ficar pronta.

Gustavo Cabral, imunologista que está a frente da pesquisa na USP e no Incor afirma “A vacina é o melhor caminho profilático (preventivo), mas não é a única forma de encontrar a cura, existem também procedimentos médicos. Para o HIV não há vacina e as pessoas que têm o vírus podem ter uma vida tranquila. Reconhecemos que cerca de 80% das pessoas contaminadas com o SARS-CoV-2 não desenvolvem a Covid-19 ou têm sintomas leves. O problema são os outros 20% e o risco de mortalidade, atualmente de 6%. Mas há centenas de estudos sobre medicamentos neste momento”, disse.

A busca pela vacina contra a covid-19

Para alcançar uma vacina palpável, os pesquisadores precisam explorar inúmeras fases para testar a segurança e resposta imune. Primeiro há uma fase exploratória, com pesquisa e identificação de moléculas promissoras (antígenos). O segundo momento é de fase pré-clínica, em que ocorre a validação da vacina em organismos vivos, usando animais (ratos, por exemplo).

Só então é chegada à fase clínica, em humanos, dividida em três momentos:

  • Fase 1: avaliação preliminar com poucos voluntários adultos monitorados de perto;
  • Fase 2: testes em centenas de participantes que indicam informações sobre doses e horários que serão usados na fase 3. Pacientes são escolhidos de forma randomizada (aleatória) e são bem controlados;
  • Fase 3: ensaio em larga escala (com milhares de indivíduos) que precisa fornecer uma avaliação definitiva da eficácia/segurança e prever eventos adversos; só então há um registro sanitário

Das dez vacinas que estão em fase clínica, algumas aparecem em estágio mais avançado, como a desenvolvida pela Universidade de Oxford, da Inglaterra, que vai iniciar testes na 3 e que imunizará mais de 20.260 voluntários no Reino Unido.

*Com informações do G1

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