Coronavírus

DF usará medicamento para H1N1 em pacientes suspeitos de Covid-19

Mesmo sem eficácia comprovada, a pasta recomenda o uso do medicamento nas primeiras 48 horas do início dos sintomas

diario da manha

Para amenizar os efeitos causados pelo vírus da gripe, o fosfato de oseltamivir, conhecido como Tamiflu, será utilizado pela Secretaria de Saúde do Distrito Federal em pacientes suspeitos de covid-19. Essa decisão defende a nota técnica do Ministério da Saúde que indica o uso do medicamento durante a pandemia.

Segundo o Conselho Regional de Medicina (CRM-DF), a eficácia do remédio não é comprovada cientificamente para o tratamento da doença. A pasta local recomenda o uso do medicamento, somente nas primeiras 48 horas do início dos sintomas.

O CRM-DF declarou que “O Tamiflu faz parte do protocolo para qualquer Síndrome Respiratória Aguda Grave e pode ser utilizado no início do tratamento até saírem os resultados dos exames”. Portanto, o medicamento deve ser suspenso caso o paciente testar positivo para Covid-19.

A infectologista Joana D’arc Gonçalves reconhece que o melhor contra o H1N1 é a vacina, mas o medicamento pode servir como uma alternativa para controlar os sintomas respiratórios de gripes durante crises mais graves, antes da confirmação para coronavírus.

“Até lá, sem risco de efeitos colaterais, é uma tentativa de conter o agravamento do caso, mas a indicação não se pode comparar com a cloroquina”, afirma. O documento é mais um investimento para tentar amenizar os sintomas agudos causados pela Covid-19, principalmente no sistema respiratório.

Indicação do medicamento

O medicamento é destinado para os pacientes com síndrome respiratória aguda grave (Srag), em casos de síndrome gripal (SG) incluindo grávidas, enfermos com doença renal crônica, complicações no fígado, com estado autoimune e obesidade mórbida. Idosos, maiores de 60 anos, que apresentarem sintomas de covid-19, também poderão utilizar o antiviral, de acordo com o tratamento.

Além disso, segundo a pasta, com o avanço da pandemia, houve um aumento na demanda mundial do fosfato de oseltamivir e gerou falta no mercado. Sendo assim, priorizou-de o tratamento para determinados grupos com situações de risco para influenza.

O ofício-circular, datado em 21 de maio, é assinado pela gerente do Componente Básico da Assistência Farmacêutica, Patrícia Queiroz, pelo subsecretário de Atenção Integral à Saúde, Luciano Moresco Agrizzi, pela coordenadora de Atenção Especializada à Saúde, Camila Carloni Gaspar, e ainda pela diretora de Assistência Farmacêutica, Samara Carneiro Furtado.

Critérios de notificação

No Ceará, outras unidades da Federação também aderiram à indicação do Ministério da Saúde. Portanto, a Secretaria Estadual de Saúde (SES) evidencia que o medicamento deve seguir os critérios de notificação e indicação para exames e diagnósticos de covid-19.

A bula do Tamiflu afirma que o medicamento “reduz a proliferação (multiplicação) dos vírus da gripe, influenza A e B, pela inibição da liberação de vírus de células já infectadas, inibição da entrada do vírus em células ainda não infectadas e inibição da propagação do vírus no organismo”. Deste modo, é reduzida a existência de complicações associadas à gripe.

A fabricante do antiviral, companhia suíça Roche, mostrou ser eficiente durante o surto de gripe suína nos Estados Unidos, México, Europa, Oceania e Canadá, em 2009. Além disso, foi utilizado nos surtos da chamada gripe aviária.

Cloroquina

A Secretaria de Saúde do Distrito Federal, decidiu manter o protocolo do uso da hidroxicloroquina e cloroquina contra o coronavírus na capital. Mesmo sem a comprovação científica da eficácia do remédio contra a doença.

Segundo a pasta, as orientações seguem para pacientes internados na rede pública e leva em consideração o estado de emergência diante da pandemia em saúde pública, como possibilidade de terapia auxiliar no tratamento.

*Com informações do Metrópoles

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