Coronavírus

Oxford antecipa vacina contra a covid-19 até agosto

Se as fases da pesquisa continuem positivas, o governo britânico terá aprovado a vacina em setembro

diario da manha

Vacina contra o coronavírus deve ser finalizada até agosto pelo grupo de pesquisadores da Universidade de Oxford. Os testes clínicos da vacina já foram aplicados em 1,1 mil voluntários no fim de abril. Portanto, a Agência Europeia de Medicamentos tem dúvidas de uma cura para a doença ainda neste ano, no cenário mais otimista, aconteceria em um ano, pois o desenvolvimento e o licenciamento desse tipo de medicamento leva mais tempo.

O professor de Medicina da universidade e o diretor não executivo da farmacêutica Roche, Sir John Bell afirmaram na última quinta (14), em entrevista à Rádio 4 da BBC, que caso as fases da pesquisa continuem positivas, o governo britânico terá aprovado a vacina em setembro e iniciado a fabricação para a população. Portanto, o grupo deve avaliar se quem recebeu a dose contra o coronavírus foi infectado para descobrir se encontraram uma vacina potente para acabar com a pandemia.

Os primeiros 320 voluntários receberam a vacina ChAdOx1 nCoV-19, que combina o adenovírus de chimpanzé e o material genético de uma proteína localizada no coronavírus. Além deles, outro grupo recebeu uma vacina para meningite, visto que os efeitos colaterais são parecidos com os causados pela ChAdOx1 nCoV-19. Deste modo, os pacientes não saberiam qual das duas vacinas receberam.

A potencialidade da vacina é descoberta se olhar nas estatísticas o nível de infecção dos dois grupos. Para que isso seja possível, um pequeno grupo deve desenvolver a covid-19. Um post da Oxford, em abril, descreve que caso a transmissão permaneça alta, podem ter dados suficientes em dois meses, caso contrário, isso pode levar seis meses. Bell afirmou à BBC que até junho deve-se ter o número suficiente de pessoas com a doença, portanto, se eles não forem infectados deve seguir em frente.

O chefe do departamento de vacinas da Agência Europeia de Medicamentos, Marco Cavaleri, afirmou que as vacinas que chegam até o processo final de licença são poucas e, na maioria dos casos as provas adicionais são solicitadas para confirmar que não provocam nenhum efeito colateral grave. Essas provas determinam, entre outros fatores, se a vacina faz com que as pessoas se tornem mais sujeitas ao contágio.

Além disso, a agência também apresenta 115 testes clínicos para serem resolvidos para os sintomas da covid-19.

*Com informações da Terra

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