Coronavírus

Para orientar surdos sobre o coronavírus estudante de Anápolis faz vídeos em libras

A iniciativa de produzir o material veio após seu irmão Hugo Emanuel da Silva, de 30 anos, que é deficiente auditivo, pedir ajuda para entender a pandemia

diario da manha
Bárbara explicando sobre a pandemia Foto: Reprodução

A moradora de Anápolis (GO) e aluna de enfermagem, Bárbara Joissy Gomes da Silva, de 25 anos, resolveu gravar vídeos em língua brasileira de sinais (libras) com orientações sobre o coronavírus.

As gravações foram compartilhadas nas redes sociais. Ela conta que a iniciativa de produzir o material veio após seu irmão Hugo Emanuel da Silva, de 30 anos, que é deficiente auditivo, pedir ajuda para entender a pandemia.

“Tenho um irmão que é deficiente auditivo. Então eu cresci neste ambiente. Sempre que ele tem dificuldade com alguma informação, recorre a mim. Tivemos a ideia e começamos a compartilhar. Estou impressionada com a repercussão”, explica a estudante.

No primeiro vídeo publicado por Bárbara em suas redes sociais, ela explica a importância de se ter higiene, do uso correto das máscaras e da importância do isolamento social, afim de conter a pandemia, tudo em libras.

Publicado no domingo (22), a estudante disse que se surpreendeu com o número de mensagens que recebeu e muitas pessoas a procuraram querendo aprender libras. Desse modo, a jovem também começou a divulgar videoaulas sobre a língua.

Bárbara aprendeu libras com o próprio irmão. Segundo ela, quando era adolescente, faltou intérprete na escola dele. A estudante fez questão de interpretar as disciplinas que eram ministradas. “Eu estava no ensino fundamental, e ele no segundo ano do ensino médio. Tive que interpretar conteúdo que eu ainda nem sabia”, relata.

Impressionada com a repercussão do vídeo, Bárbara conta que se sente realizada por poder ajudar tantas pessoas em um momento difícil como este.

“Quem me conhece sabe do meu desejo de ajudar o próximo. Conviver com essa deficiência tão perto de mim, me fez sempre estar muito vinculada a coisas relacionadas a ela. Também escolhi meu curso por estar na posição de cuidar do outro. Me sinto realizada”, relata.

*Com informações do G1

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