Coronavírus

Cientistas farão teste com hidroxicloroquina em cerca de mil pessoas

Diante de evidências não conclusivas sobre os medicamentos que contém hidroxicloroquina e cloroquina para o tratamento do Covid-19, alguns estudos são promovidos

diario da manha

A divulgação de que o presidente dos EUA, Donald Trump, ordenou agilidade para a Good and Drug Administration (FDA), órgão que regulamenta os medicamentos dos EUA, aprovar o uso da hidroxicloroquina, para tratar o novo coronavírus, trouxe alento para a luta contra a disseminação e mortes causadas pela pandemia.

De acordo com pesquisadores do Hospital Israelita Albert Einstein, Hcor, Sírio Libanês e BRICnet, rede que realiza estudos clínicos na área de medicina, juntaram esforços para encontrar respaldos sobre a segurança e eficácia do medicamento. Hidroxicloroquina, largamente usada no combate a malária, lúpus e artrite reumatóide é o novo foco em pesquisas, na esperança do combate a Covid-19.

Segundo pesquisadores, ainda não há evidências científicas conclusivas sobre a eficiência da droga em pacientes infectados com o novo coronavírus. Mas cientistas de diversos países promovem estudos e esforços para comprovarem os bons resultados contra o Covid-19. Em um atual estudo do Instituto Mediterrâneo de Marsilha, na França, foi constatado que o uso da hidroxicloroquina foi eficaz ao eliminar o coronavírus do organismo de 70% dos pacientes pesquisados, após 6 dias de tratamento.

Embora os avanços e resultados preliminares estejam entusiasmado a comunidade médica e seja reconhecido que a cloroquina tenha uma potente ação anti-inflamatória, que pode ser eficiente nesse momento de crise, a realidade é que o uso da substância contra o coronavírus ainda não é comprovada. Os estudos devem avançar e conforme especialistas os resultados obtidos em pesquisas utilizaram doses superiores às aprovadas para tratar malária, que sabem ser seguras a curto e longo prazo. Segundo o médico Infectologista e especialista em saúde pública da Fiocruz do Amazonas, Marcus Lacerda.

“É preciso lembrar que os casos mais graves de Covid-19 são de pessoas mais idosas, que tem doenças cardíacas, entre outras. Um dos efeitos colaterais importantes na cloroquina é justamente a facilitação de arritmias cardíacas. O uso desse medicamento no momento não é ponderado , porque isso , eventualmente pode levar até ao aumento da morte dessas pessoas”.

Lacerda declarou que nesse momento aguarda a aprovação da Comissão Nacional de Ética em Pesquisa (Conep), para iniciar uma pesquisa no Brasil para comprovar a segurança do uso das doses aplicadas pelos chineses nós portadores da doença.

Não compre medicamentos sem orientação médica

Conforme o imunologista do Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo (USP), Cláudio Marinho, um dos efeitos do hidroxicloroquina é modificar o pH de vesículas que estão no interior das células. Isso prejudica a produção de partículas que um vírus precisa para se multiplicar. Sendo assim,ela acaba não se reproduzindo e a infecção é controlada.

Ainda que as evidências sejam promissoras, as pessoas não devem adquirir essa substância. O seu uso ainda não é seguro e novas pesquisas devem ser concluídas antes de pacientes infectados com coronavírus usarem o medicamento em seus tratamentos.

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