Ciência

Mulheres cientistas

No Instituto Federal de Brasília, estudantes trabalham para desenvolver novos alimentos e drones. Na UnB, alunas do ensino fundamental e médio descobrem a computação.

diario da manha

Conheça dois projetos que estimulam a pesquisa entre alunas de escolas públicas do DF. Eles envolvem duas instituições públicas de ensino, a Universidade de Brasília (UnB) e o Instituto Federal de Brasília (IFB).

  • Na UnB, professoras do Departamento de Ciência da Computação incentivam a participação de alunas da rede pública na área de computação;
  • No IFB, duas alunas de 16 anos desenvolvem pesquisas nas áreas de alimentação e eletrônica.

A estudante Danyelle Rodrigues da Silva faz curso técnico em eletrônica no IFB, Em três anos, ela conta que já participou de mais de 15 projetos, um dos considerados mais importantes, foi a confecção de um drone.

“Nós conseguimos fazer um drone duas vezes mais barato do que os compradores do mercado.

De acordo com a estudante, o drone que custaria em torno de R$5 mil, custou cerca de R$2 mil. A adolescente diz que foi uma “experiência mágica”- já que foi seu primeiro contato com esse tipo de atividade.

Danyelle afirma que depois desse projeto, se tornou claro para ela a necessidade de apoiar e ter mulheres em todas as áreas relacionadas a ciências. A estudante reconhece que na eletrônica, ainda são minoria .

Já a estudante Karen Carneiro, que faz curso técnico integrado em alimentos no IFB, desenvolveu um projeto para produção de um refrigerante, que segundo ela, é mais natural. A adolescente “inventou” uma bebida com açaí e sem açúcar.

“Ele tenta ser o mais natural possível para o consumidor. Além disso, a gente quer fazer produto seguro e que se adapte às tendências de mercado”. Afirma a estudante

A estudante conta que durante o curso teve contato com vários tipos de tecnologia, para ela os projetos de pesquisa foi o diferencial no processo de aprendizagem.

“Eu participei como monitora de várias atividades de jornada de pesquisa e extensão e auxiliei várias oficinas e workshops para proporcionar que um maior número de pessoas entrasse em contato com a área de pesquisa.”

Karen afirma que sua próxima pesquisa será desenvolver um projeto relacionado com à síntese do leite materno para mães que não conseguem amamentar.

Computação também é coisa de menina

Em 2010, professoras do Departamento de Ciência da Computação da Universidade de Brasília (UnB), criaram o projeto Meninas.Comp. O projeto visa incentivar a maior participação feminina de estudantes da rede pública, do ensino fundamental e médio, na área da computação.

Segundo uma das fundadoras do projeto, Aletéia Patrícia, o programa que mostrar a computação de uma forma lúdica e prática para as meninas. Elas são incentivadas por meio das aulas de robótica, de programação e de desenvolvimento de aplicativos.

Aletéia conta que a ciência é importante para as meninas, porque ela “pode ser desenvolvida pela maior diversidade possível de pessoas, e nessa diversidade, também entra a questão de gênero.”

“Várias pesquisas mostram que projetos desenvolvidos por maior diversidade na equipe, com maior equilíbrio entre mulheres e homens, tende a ser os projetos mais bem sucedidos “.

Veja a lista de escolas que participam do projeto:

  • CEDLAN- Centro Educacional do Lago Norte
  • CEL- Centro Educacional do Lado
  • CEM Paulo Freire- Centro de Ensino Médio Paulo Freire
  • Escola Técnica do Goiás/ Campus Formosa
  • Colégio Estadual Jardim Oriente
  • CEDVB- Centro Educacional Vargem Bonita
  • Colégio Don Bosco
  • CED 310- Centro Educacional de Santa Maria
  • CED 7- Centro Educacional 07 de Taguatinga
  • CEF 15- Centro de Ensino Fundamental do Gama
  • CEF 209- Centro de Ensino Fundamental de Santa Maria

Com informações do G1

Comentários