Cidades

Operação Trickster: Empresário que lucrou R$ 21 mi em contratos com GDF é preso

Ronaldo de Oliveira é investigado por um esquema criminoso no qual R$ 1 bilhão teria sido desviado por meio de fraudes no sistema de bilhetagem eletrônica do extinto Transporte Urbano do DF

diario da manha

O empresário Ronaldo de Oliveira, que estava foragido da Justiça do Distrito Federal foi detido nesta segunda-feira (12) por policiais do Grupo de Patrulhamento Tático (GPT), na cidade goiana de Niquelândia. Ele tinha um mandado de prisão preventiva em aberto desde abril de 2019.

Ronaldo de Oliveira é investigado na Operação Trickster, da Polícia Civil (PCDF), que apura um esquema criminoso no qual R$ 1 bilhão teria sido desviado por meio de fraudes no sistema de bilhetagem eletrônica do extinto Transporte Urbano do DF (DFTrans).

Segundo a polícia, uma equipe recebeu informações de que o empresário circulava pelo povoado de Buriti Alto, próximo ao município de Mimoso. O investigado, de acordo os militares, seria dono de um posto de gasolina no local, que era estratégico, pois facilitava uma possível fuga para diferentes unidades da Federação, como Bahia, Tocantins ou mesmo o DF.

A polícia realizou buscas pela região e localizou uma caminhonete Hilux vermelha usada por Ronaldo de Oliveira para circular pela região. Ele, então, foi abordado por uma equipe do GPT e preso devido o mandado de prisão em aberto por corrupção contra a administração pública e associação criminosa.

A Coordenão de Repressão a Fraudes (Corf) da PCDF pediu à Justiça goiana o racambiamento do preso para o DF, onde responderá criminalmente pelo esquema desbaratado na Operação Trickster.

Propina paga ao DFTrans

O casal, Ronaldo de Oliveira e a companheira Soraya, tiverem prisão decretada pela justiça em abril de 2018, por um esquema em que o casal pagava propina para o então responsável pela unidade de controle de bilhetagem automática do DFTrans, Harumy Tomonori. Ele foi detido em 23 de março de 2018 em mais um desdobramento da Trickster.

Harumy Tomonori, confessou em depoimento, que recebia mensamente entre R$ 10 mil e R$ 15 mil a fim de agilizar processos, pagamentos e fazer vista grossa diante de irregularidades e fraudes cometidas pelas empresas de Ronaldo e Soraya.

Entre as irregularidades, estava o fato de as empresas descarregarem cartões estudantis de alunos do Entorno do DF como se fossem da rede pública de ensino do DF.

Na época, os investigadores tiveram acesso a imagens que mostravam Harumy Tomonori deixando uma das empresas do casal com dinheiro pago em forma de propina. Durante o cumprimento dos mandados de busca e apreensão, os agentes encontraram um envelope semelhante na casa de Harumy com cerca de R$ 12 mil.

*Com informações do Metrópoles.

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