Cidades

Internauta flagra fila de carros funerários em Goiânia

Filas se formam principalmente nos Hospitais de Campanha e em Cemitérios na capital segundo o presidente do Sefecc

diario da manha
Foto: Reprodução/ Facebook Márcio Almeida

O Brasil tem sofrido com a pandemia provocada pela Covid-19, e em Goiás a situação não é diferente haja visto que nos aproximamos das 10 mil mortes pela doença no estado. Mesmo com os decretos de fechamento do comércio não essencial, as pessoas não o tem respeitado, e um fator que pode ligar o alerta veio através de um dos nosso internautas, o qual flagrou pela câmera do celular uma filha de carros funerários em um dos hospitais de campanha de Goiânia.

Caso este que não é constante conforme o presidente do Sindicato das Empresas Funerárias, Cemitérios e Crematórios de Goiânia e Região Metropolitana (Sefecc) Wanderely Rodrigues. Segundo ele esse fato ocorre principalmente nos hospitais de campanha e nos cemitérios.

“Nos hospitais de campanhas, há uma ocorrência maior dos óbitos. E houve caso que a funerária teve que esperar por cerca de duas horas para a liberação dos corpos. Isso tem ocorrido às vezes, pois tem um acúmulo e por isso os atrasos. Não é algo constante, mas existem situações pontuais, onde isso tem acontecido, assim como nos cemitérios”, declara Wanderley.

O presidente do Sefecc afirma que um dos locais que podem ser vistas essas filas de carros funerários é no Cemitério Jardim da Saudade, por volta das 15h ou 16h.

Outra preocupação ressaltada pelo presidente do sindicato é possibilidade da falta de matéria-prima para a produção das urnas funerárias, caixões. “O estoque que era para 90 dias, com possibilidade de até 120 dias em algumas empresas, caiu para 30 dias, então existe a possibilidade de um colapso, pois pode faltar matéria-prima para produzir as urnas”.

Inclusive quando questionado sobre Goiás, Wanderley afirma que a quantidade de matéria-prima em estoque no estado é para os próximos 30 dias, e se a demanda continuar grande, podemos ter um colapso no sistema. Além do fato das empresas recorrerem também ao varejo, mas com o preço elevado o que pode aumentar o preço do caixão.

Outro ponto mencionado pelo presidente do Sefecc é que por lhe dar com pessoas contaminadas, os agentes funerários estão inseridos no grupo prioritário de vacinação, mas até o momento não foram vacinados contra a Covid-19. E caso eles sejam contaminados pela doença, por estar em constante contado com pessoas que morreram devido ao vírus, podemos ter um outro colapso com a falta de profissionais do segmento e por essa razão ele cobra das autoridades que os integrantes sistema funerário sejam vacinados contra a doença.

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