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São Miguel do Araguaia: protestos pedem agilidade na investigação sobre assassinato de pecuarista

Famíliares e amigos planejaram uma manifestação durante a chegada do governador de Goiás a cidade

diario da manha

O pecuarista Agno Rainere, 42 anos, foi morto a tiros na porta da loja onde trabalhava, no último dia 30 de setembro. Imagens de câmara de segurança flagraram o momento que um homem surge em uma moto e estaciona em frente à loja em que a vítima trabalhava, efetua vários tiros e foge.

Parentes e amigos se reuniram na quarta-feira (14), em protesto no aeroporto de São Miguel do Araguaia, na região norte de Goiás, durante a chegada do governador Ronaldo Caiado (DEM) à cidade. Eles reivindicavam agilidade nas apurações do homicídio.

Caiado chegou em São Miguel do Araguaia para cumprir uma agenda de compromissos na região. Ao ser questionado pelo grupo, o governador afirmou que a Polícia Civil (PC-GO), está empenhada no caso e já tem algumas pistas sobre a autoria, mas que precisa de tempo para esclarecer o crime.

Protestantes cobram investigação

Haudie Rainere José da Costa Guimarães, 46 anos, declarou que o irmão era amado por todos que o conheciam, devido o prazer que tinha em ajudar os outros. Por isso, tantas pessoas se mobilizaram para cobrar a investigação do assassinato.

“Agno era uma pessoa muito responsável. Na cidade era muito amado, pois ajudava a todos. Tinha muitos clientes na loja onde trabalhava e todos eram seus amigos. Estamos arrasados. Queremos justiça”.

A médica Carolina Câmara de Paula, 42 anos, estava entre as pessoas que participaram do protesto e comentou sobre o crime.

“Eu fiquei desorientada, tanto que eu não consegui dar a notícia para a mãe dele. Ainda estou vivendo um pesadelo. Ninguém dos amigos dele está dormindo direito, ninguém está se alimentando direito, é tudo muito confuso”, relatou a médica.

Segundo o site G1, horas após o crime, uma moto com as mesmas características da usada no assassinato foi encontrada totalmente carbonizada na zona rural da cidade, a 15 km de distância do local do homicídio. À época, a polícia informou que o veículo seria periciado para saber se realmente era o usado pelo atirador.

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