Cidades

Goiânia: professora perde pais em intervalo de 22 dias por complicações da Covid-19

Ambos ficaram internados em um mesmo hospital particular da capital

diario da manha

A professora Karina Araújo Cândido, de 41 anos, perdeu o pai e a mãe em um intervalo de 22 dias em decorrência de complicações causadas pela Covid-19

Casados há 45 anos, Duarte Joaquim Cândido, de 72 anos, e Wilma Sônia de Araújo Cândido, de 64, sequer tiveram a chance de se despedir.

O pai de Karina faleceu, no dia 6 de agosto, a mãe dela estava em coma na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do mesmo hospital particular onde Duarte estava internado, em Goiânia. Mas no dia 28 de agosto, a idosa partiu sem saber da morte do grande companheiro.

Segundo a professora, a perda dos pais em tão pouco tempo tem sido muito dolorida.

“É uma tristeza profunda, que dói a alma. Eles eram pais, tios, avós muito queridos. Está todo mundo chocado”, comentou.

Evolução da doença

Karina conta que o quadro de saúde de ambos piorou rapidamente. Ela acredita que a situação dos pais poderia ter sido diferente se o atendimento médico que receberam tivesse sido mais assertivo.

Duarte Cândido ficou 13 dias na UTI. Ele chegou a apresentar uma melhora, foi desentubado e saiu da sedação, mas teve uma parada cardiorrespiratória após aspirar alimento para os pulmões.

E a Wilma Cândido começou a apresentar sintomas 4 dias depois do marido. A primeira tomografia apresentou 25% de comprometimento pulmonar e ela foi orientada a se tratar em casa. No entanto, a idosa teve uma piora e, quando retornou ao hospital, estava com 50% dos pulmões tomados pela Covid-19.

Ela ficou internada por 28 dias e também teve uma leve melhora, mas contraiu uma bactéria no hospital e morreu menos de quatro horas depois.

Segundo Karina, no dia em que o pai dela morreu, a mãe piorou consideravelmente.

“Parece que ela sentiu a morte do meu pai, porque no mesmo dia o médico disse que ela piorou demais”, contou.

Karina e o filho, de 5 anos, também contraíram a doença, mas foram assintomáticos. 

“Acredito que Deus faz tudo certo. Ele me deixou sem passar mal para que eu pudesse cuidar dos meus pais até quando eles viveram”, disse.

*Com informações do G1

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