Cidades

PC finalizou que padrasto não foi responsável pela morte do menino Danilo

Segundo a Força-tarefa a conclusão das investigações comprovou que Hian Alves de Oliveira, 18 anos, matou a criança sozinho, em 21 de julho

diario da manha
Foto: Reprodução

De acordo com a confirmação da Polícia Civil (PC), na última segunda-feira (10), o ajudante de pedreiro Hian Alves de Oliveira, 18 anos, foi indiciado pela morte do menino Danilo de Souza Silva, 7 anos, que foi executado em um lamaçal, em uma mata, a 100 metros da sua casa, no Parque Santa Rita, em Goiânia. O padrasto do garoto, visto inicialmente como suspeito de cometer o crime, foi inocentado no decorrer das investigações.

Ainda de acordo com a PC, o Ministério Público de Goiás (MP-GO), deve pedir a soltura do padrasto de Danilo, Reginaldo Lima Santos, que foi detido junto com Hian, em 31 de Julho, por suspeita de envolvimento no crime. Seguindo os trâmites legais, como a prisão preventiva foi decretada pela Justiça, a revogação também deve ocorrer pelo próprio Judiciário.

Para a defesa de Hian de Oliveira, afirmou que ” vai acompanhar todo o procedimento para garantir que sejam cumpridas todas as formalidades e sustenta a inocência”, do cliente. Os advogados não acreditam na motivação que consta na conclusão do inquérito, de que ele tinha ciúmes do padrasto da vítima.

Em nota, o MP-GO considerou que o inquérito após chegar a instituição será distribuído e em seguida analisado pelo promotor ou promotora designado automaticamente para atuar no caso. “Somente após a análise é que o promotor ou promotora designado irá se manifestar”, completou o comunicado.

Segundo o site G1, conforme relatos da família à PC, Danilo de Souza sumiu no último dia 21 de julho, afirmando ao sair que iria até a casa da avó. Entretanto, seis dias depois, um corpo com as características da criança foi encontrado na região, para no dia posterior ser confirmado pela corporação que se tratava do menino desaparecido.

A morte de Danilo Souza

Segundo o delegado titular da Delegacia de Investigação de Homicídios (DIH), Rilmo Braga, que diligenciou a força-tarefa criada para investigar o crime, Hian Alves que era vizinho da família, atraiu Danilo para a mata, afirmando que buscariam juntos uma pipa que caiu no meio das árvores.

“Ele atraiu o menino para o local dizendo que iria pegar uma pipa e o asfixiou na lama até a morte. Após isso, ouviu um suspiro e, com a ajuda da vara, cutucou para saber se ele já estava morto”.

Ainda para a PC, o servente de pedreiro tinha “certeza que Reginaldo seria apontado como autor do crime, por conta dos antecedentes criminais”, pois já tinha passagem pela polícia por tentativa de homicídio contra sua mulher [mãe do Danilo].

“Ele sentia ciúmes do pai adotivo, o pastor, porque presenciou ajuda financeira para a família do Danilo. O pastor tinha costume de ajudar famílias, mas, nos últimos meses, ele acolhia mais a família do menino”, ressaltou o delegado.

Segundo Braga, Hian Alves planejou a morte de Danilo por cinco dias consecutivos, inclusive analisando toda a rotina da família e como agiria para que a responsabilidade do crime recaísse sobre o padrasto.

O delegado afirmou que as diligências e a reprodução simulada ajudaram a esclarecer que o ajudante de pedreiro cometeu o crime sozinho. Ele será indiciado pelos crimes de homicídio qualificado e ocultação de cadáver.

“Hian contou que a madeira usada estava na casa do pastor, em que ele morava. Achamos estranho. Encontramos a vara e, após isso, colhemos novos depoimentos. Ele então afirmou que não teria a participação do padrasto”, reforçou Braga.

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