Cidades

Avô do menino Danilo pede por justiça

A PC elucidou que o padrasto agrediu a vítima e impediu que gritasse por socorro. Ele e um jovem que confessou ter ajudado estão detidos

diario da manha
Foto: Reprodução

Com profunda dor, o trabalhador de serviços gerais, João Almeida, 51 anos, pediu que seja feita justiça pela morte do neto, Danilo Souza, de 7 anos, que foi morto por asfixia em lama, a 100 metros de casa, em Goiânia. Ele afirmou que nunca viu o genro – que foi preso pelo crime, ser cruel com os filhos e enteados antes.

“Pelo que vejo, a relação com os meninos era normal, nunca tinha mostrado nada. Ele era cruel com ela [mãe do Danilo], muito ciumento com ela, mas com os meninos nunca vi. Nunca bateu neles”, confirmou.

João declarou que não esperava essa atitude do genro e que ficou revoltado quando soube que as investigações apontaram Reginaldo, como o autor do crime e que a polícia o prendeu.” Só quero justiça […] Porque a vida dele não traz de volta,mas ao menos a gente sabe que a justiça do homem foi feita”, considerou.

Conforme o site G1, o avô assegurou que a família está toda muito abalada, principalmente a filha, mãe do Danilo. Ele disse que, desde o desaparecimento do neto, dias antes do corpo ser encontrado, não dispôs de tempo para conversar com o padrasto, e que não sabe o que ele vinha dizendo nesses dias à esposa.

Segundo a Polícia Civil (PC), Reginaldo negou qualquer participação no crime. Já Hian, confessou em detalhes o que ocorreu, de acordo com a corporação.

Operação

Para o delegado Rilmo Braga, titular da Delegacia de Investigação de Homicídios (DIH), responsável pela força tarefa, criada para elucidar o caso, o padrasto estava insatisfeito com a convivência com o menino e tinha aversão aos enteados.

A família era composta por seis crianças, sendo que apenas três eram filhos biológicos de Reginaldo. O delegado Braga excluiu, nesse momento, a prática de violência sexual contra o menino durante o crime.

“Por hora está descartada conotação de crime sexual. As lesões encontradas no corpo do menino pela perícia não apontam diretamente para este tipo de ato”, explicou.

Ernane Oliveira Cazer, delegado que também investiga o caso, descreveu a participação do jovem Hian. “O padrasto prometeu uma moto e um carro para Hian ajudá-lo. Ele então, esperou o padrasto e o menino entrarem na mata e, depois, foi ao local para ajudar a segurar a criança, enquanto o padrasto machucava o menino, por pura maldade”, detalhou.

A perícia apontou que Danilo foi afogado em lama e ferido com um pedaço de madeira. Os dois estão presos pelo crime de ocultação de cadáver juntamente com homicídio qualificado.

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