Cidades

Empresas do sistema de transporte assumem gestão de terminais de ônibus em Goiânia

RedeMob alega ter deixado a gestão devido à queda no faturamento por causa do isolamento social

diario da manha
Foto: Joel Silva/Folhapress/Reprodução

A Rede Metropolitana de Transportes Coletivos de Goiânia passa a ser operada nesta quarta-feira (1º) por cinco empresas do sistema de transporte público. A RedeMob, consórcio que era responsável pela manutenção e gestão, informou que não tem mais condições financeiras para continuar com todo o serviço, porque perdeu 70% do rendimento durante a quarentena de coronavírus.

As empresas alegam uma redução na quantidade de passageiros por causa da pandemia, contudo as reclamações de superlotação dos ônibus, feita pelos usuários, continuaram desde quando as medidas de isolamento social foram implantadas em Goiás.

Segundo o G1, o Sindicato das Empresas de Transporte Coletivo Urbano e Passageiros da Região Metropolitana de Goiânia (SET) afirma que a mudança não afetará o usuário do transporte coletivo.

A Companhia Metropolitana de Transporte Coletivo (CMTC) reforçou que mesmo com a mudança na gestão, continua com as mesmas exigências de atendimento ao usuário e exige qualidade no atendimento das empresas, da mesma maneira que era mantida na RedeMob.

Faturamento

A RedeMob é uma entidade de capital privado sem fins lucrativos, financiada por parte do faturamento das empresas operadoras. Como as companhias alegam redução nas receitas durante o isolamento social, elas diminuíram os valores repassados ao consórcio.

Em uma reunião no dia 17 de junho entre a RedeMob e as empresas do sistema de transporte foi decidido a mudança na gestão. Segundo o consórcio, a manutenção e gestão dos terminais são as demandas que mais consomem recursos.

“Por conta da pandemia do coronavírus, a situação financeira do RedeMob, que tem como receita um percentual do faturamento das empresas, sofreu diante da redução do número de passageiros. Esse valor ficou insuficiente para custear os terminais”, afirma o diretor executivo do RedeMob, Leomar Avelino Rodrigues.

De acordo com a RedeMob 130 dos 271 funcionários foram demitidos. O consórcio afirmou ainda que rescindiu, renegociou e postergou contratos com fornecedores.

Nova divisão

A Metrobus, que já era responsável pelos ônibus do Eixo Anhanguera, vai administrar, fazer a manutenção, limpeza e segurança patrimonial dos terminais de integração e estações da RMTC:

  • Terminal Padre Pelágio
  • Terminal Dergo
  • Terminal Praça A
  • Terminal Bíblia
  • Terminal Novo Mundo
  • Terminal Trindade
  • Terminal Goianira
  • 19 estações do Eixo Anhanguera

Já a Cootego, HP Transportes, Rápido Araguaia e Viação Reunidas serão responsáveis pela administração, operação, manutenção, conservação, limpeza, segurança patrimonial e exploração comercial dos terminais de integração da RMTC e pontos de apoio operacionais:

Pontos de apoio

  • Jardim Guanabara I
  • Estacionamento – Campus
  • Vale dos Sonhos
  • Aruanã II
  • PA Campus
  • Praça da Bíblia / Univesitário
  • Parque Atheneu (Sala)
  • Parque Atheneu (Estacionamento)
  • Parque Trindade
  • Morada Nova
  • Conjunto Vera Cruz
  • Dergo
  • PA Curitiba

Terminais:

  • Terminal Cruzeiro
  • Terminal Vila Brasília
  • Terminal Araguaia
  • Terminal Garavelo
  • Terminal Maranata
  • Terminal Bandeiras
  • Terminal Parque Oeste
  • Terminal Goiânia Viva
  • Terminal Vera Cruz
  • Terminal Recanto do Bosque
  • Terminal Isidória
  • Terminal Nerópolis
  • Terminal Senador Canedo

A RedeMob permanece sendo a responsável pelo custeio com monitoramento dos pontos de apoio operacional, por meio de câmeras integradas da Central de Controle Operacional (CCO ) e na Secretária de Segurança Pública.

Busca por recursos

As empresas de transporte elaboraram junto à Justiça estadual a apresentação de um plano de emergência no qual os entes públicos ajudariam a custear as despesas de folha de pagamento e aquisição de óleo diesel durante a pandemia.

Contudo, no dia 20 de maio, o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Dias Toffoli, suspendeu uma liminar que determinava o repasse de auxílio financeiro da prefeitura de Goiânia e do governo de Goiás para as empresas que operam no transporte coletivo.

Mesmo beneficiado pela decisão, à época, o governo apresentou uma proposta para contribuir.

*Com informações do G1

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