Cidades

Ânima Educação se envolve em ação polêmica

Acadêmicos se unem nas redes sociais para denunciar medidas da Universidade São Judas Tadeu

diario da manha

Estudantes da Universidade São Judas Tadeu – gerida desde 2014 pela Ânima Educação – e de outras parcerias do meio acadêmico se unem nas redes sociais para delatar as instituições que se apoiam nas medidas de prevenção ao isolamento social, consequência do novo coronavírus, para realizar alterações na grade curricular, de forma pouco transparente, objetivando lucrar com eventuais demissões e com a redução da carga horária em sala de aula.

O grupo Ânima está entre as empresas fundadoras do movimento “Não Demita”, uma ação alicerçada por mais de quatro mil empresas que têm a intenção de proteger os colaboradores no período de crise sanitária de saúde. A determinação da primeira etapa do projeto anteriormente assegurava os empregos durante uma carência de 60 dias, prazo que venceu no dia 31 de maio. 

Na última semana, o movimento publicou mensagens de denúncias nas redes sociais todas de alunos do movimento de universidades administradas pela Ânima, como #RecuaÂnima e #ReduzSãoJudas, sobre o início de uma provável demanda de demissão em massa.

Diante do comunicado de um professor que expõe o seu desligamento da Universidade São Judas utilizando as redes sociais, a aluna questiona “cadê o #NãoDemita nessas horas?”

Demissão em massa

Segundo relatos dos alunos, uma nova grade curricular sugerida pela Univercidade São Judas Tadeu tem o intuito de reduzir os custos operacionais com a folha dos professores – contratados em regime de hora/aula -, já que o novo modelo transfere 10% da carga horária das disciplinas para extensões.

“A Ânima, com qualquer outra assim instituições neoliberais, só viabiliza o lucro. Quando houve a fusão ocorreu uma situação de demissão em massa de professores e é exatamente o que vai acontecer outra vez com a implementação desse novo modelo”, diz Stella.

Todas as demissões mencionadas por Stella aconteceram em julho de 2019 e contaram, até mesmo, com uma ação de dissídio coletivo junto ao Tribunal Regional do Trabalho (TRT) protocolada pelo Sindicato dos Professores de São Paulo (SinproSP).

*Com informações do IG

Comentários