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Comércio em Goiás vai reabrir de forma gradual e por segmento

A ideia é que a reabertura ocorra de forma gradativa por segmento e a partir do dia 1º de junho, mas Prefeitura não acredita que seja possível que isso ocorra

diario da manha
Foto: Reprodução

Fechado há dois meses devido a pandemia mundial provocada pelo coronavírus, alguns segmentos do comércio trabalham em um movimento para que a reabertura possa ocorrer a partir do dia 1º de junho de forma gradativa, entretanto, conforme o comitê de crise da Prefeitura de Goiânia, a situação epidemiológica na cidade considerou que isso não seja possível em uma reunião na última segunda-feira (25/5).

De acordo com a publicação do jornal O Popular, a partir do momento que a reabertura for autorizada por meio de uma nota técnica da Secretaria de Saúde, o comércio vai ser reaberto por segmentos e de forma gradual. O secretário Municipal de Desenvolvimento Econômico, Trabalho, Ciência e Tecnologia (Sedetec), Walisson Moreira afirmou que existe um cronograma bastante adiantado com uma lista das prioridades. Conforme o titular as imobiliárias deverão ser as primeiras a reabrirem.

Walisson Moreira afirmou que cada um dos setores é analisado com base em três fatores sendo eles o impacto econômico como a geração de emprego, arrecadação para o município e faturamento. Na outra ponta a Prefeitura considera o impacto social e o risco de contágio, para não abrir ainda outras aéreas do comércio na capital.

Por outro lado um dos que mais sofrem com o fechamento é o comércio de rua, como o da região da 44 e os shoppings, que é considerado o mais difícil pela gestão municipal e devem demorar um pouco mais para reabrir segundo a matéria publicada.

Secretário explica que por serem ambientes climatizados os comércios de Shoppings e galerias fica mais difícil para serem reabertos

O secretário explica que há um risco maior nesses locais, por shoppings e galerias terem um ambiente climatizado, mesmo que não tenha muitas pessoas neles. Outro ponto que Walisson cita é as caravanas que vem de diversos lugares do país para comprar as mercadorias na região da 44 e na feira hippie e que os feirantes já deixaram claro, caso seja reaberta uma loja na 44, eles vão retornar para a praça do trabalhador.

O secretário deixou claro que para a reabertura do comércio possa ocorrer, ainda é preciso uma análise de cada segmento, para então permitir que a reabertura ocorra de forma gradual. Vale ressaltar que a Prefeitura recebeu 82 pedidos para reabrir o comércio em um mês, e que através deles são feitos levantamentos de dados fornecidos pelo segmento para ver se há condições de que tal segmento seja reaberto.

Enquanto o Paço Municipal tem receio de reabrir o comércio e ter que voltar atrás na decisão, por temer não que não exista a adesão esperada, órgãos ligados ao comércio afirmam que é possível fazer essa reabertura, desde que com o apoio do poder público e que é preciso ser rápido para que os negócios sobrevivam, e que o momento é oportuno pela proximidade do dia dos namorados.

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