Cidades

Hemocentro intensifica campanha de doação de sangue para o carnaval

Meta é elevar os estoques em Goiânia e nas unidades do interior para este mês, quando a demanda por bolsas de sangue aumenta

diario da manha
Para doar sangue, os animais precisam estar com a saúde em dia.(FOTOS: LAUANE VERÍSSIMO)

O feriado de carnaval é sempre um período crítico nos bancos de sangue da Hemorrede Pública do Estado de Goiás, devido ao aumento do número de acidentes nas estradas. Tanto em Goiânia quanto nas unidades do interior, os estoques precisam ser reforçados e, por isso, a partir desta semana, será intensificada a campanha em todo o Estado para que a população vá até uma unidade da Hemorrede para fazer uma doação. Além do Hemocentro Coordenador Professor Nion Albernaz, em Goiânia, os doadores podem procurar as unidades do Hemocentro de Catalão, Ceres, Rio Verde, Jataí, Formosa, Iporá, Porangatu e Quirinópolis.

Segundo a diretora-geral da Hemorrede Pública de Goiás, Denyse Goulart, as nove unidades atendem uma demanda média mensal de 3,1 mil bolsas de sangue no Estado. Entretanto, em alguns períodos do ano, o número de doadores não é suficiente para atender a essa demanda, o que leva a necessidade de campanhas de doação. A Hemorrede atende atendidas unidades de saúde de todo o Estado, como Cais, UPAs, hospitais e clínicas de hemodiálise.

“A maioria das unidades atendidas é pública, porém a legislação exige que – independentemente do tipo de unidade, pública ou privada – não haja negativa para o fornecimento de sangue”. Denyse esclarece também que, em algumas cidades do interior, não existe banco de sangue privado e o abastecimento é feito exclusivamente pelo Hemocentro.

Maior desafio

Ainda de acordo com Denyse, o maior desafio para a Hemorrede é manter o estoque de todos os tipos de sangue, principalmente dos grupos com fator RH negativo e de outros fenótipos mais raros.

Ela explica que, na população brasileira, há maior incidência de sangue dos grupos A e O positivos (A+ e O+) e, consequentemente, maior demanda desses tipos de sangue.

“Infelizmente, não há nenhuma tecnologia que substitua o sangue humano. Pedimos às pessoas que são doadoras que falem sobre isso nas suas famílias, grupo de amigos e nos ajudem a desmistificar esse procedimento e, com isso, motivar cada vez mais pessoas a serem doadores regulares”, sugere a diretora-geral. Estima-se que se 4% da população brasileira doasse sangue, não haveria déficit nos hemocentros

A captação de plaquetas também preocupa. Com vida útil bem menor do que os demais componentes e com alta demanda para um único receptor, as plaquetas, fundamentais para coagulação do sangue, são utilizadas em casos de doenças, como dengue, além de acidentes, quimioterapia e intervenções cirúrgicas. Para se ter uma ideia, enquanto o concentrado de hemácias tem validade de 35 a 42 dias, nas plaquetas o prazo cai para cinco dias. Além disso, para atender um único paciente com plaqueta randômica são necessários oito doadores, enquanto no caso das plaquetas coletadas por aférese de uma pessoa, é possível captar até duas unidades de concentrado de plaquetas.

Unidade Móvel

Para solicitar uma ação com a unidade móvel do Hemocentro, a empresa ou instituição interessada deve atender aos seguintes requisitos: ter em média cem candidatos para doação e realizar o agendamento com, no mínimo, 30 dias de antecedência, pelos telefones (62) 3201-4101 ou (62) 3201-4573, ou pelo e-mail [email protected].

Confira abaixo o calendário da Unidade Móvel do Hemocentro nos próximos dias, com funcionamento das 8h às 16h:

12/2 – Universidade de Rio Verde (Unirv), Campus Aparecida de Goiânia

14/2 – Sesc Faiçalville, Goiânia

15/2 – Biocap, Indústria de Cosméticos, Trindade

18 e 19/2 – Centro Acadêmico da Faculdade de Medicina da UFG, Câmpus Samambaia, Goiânia

20/2 – Ministério Público de Goiás, Jardim Goiás, Goiânia

21/2 – Trinus Capital, Jardim Goiás, Goiânia

Quem pode doar?

Os requisitos básicos para passar pela entrevista de pré-doação de sangue são: estar saudável, ter peso acima de 50 kg, apresentar documento com foto válido em todo o território nacional e idade entre 16 e 69 anos – antes de completar 18 anos, é necessária autorização dos pais ou responsáveis e, se acima de 60 anos, ter realizado pelo menos uma doação até essa idade. Quem tomou a vacina da febre amarela deve aguardar 30 dias para fazer uma doação.

Para doar plaquetas, a pessoa precisa ter idade entre 18 e 69 anos, pesar no mínimo 65 kg, de preferência homens ou mulheres que nunca engravidaram, em boas condições de saúde e que não façam uso de remédios como AAS e anti-inflamatórios. Para fazer a doação, basta levar um documento de identidade oficial com foto e estar bem alimentado, evitando alimentos gordurosos no dia da doação.

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