Cidades

Advogado goiano envolvido em esquema de facção criminosa é encontrado morto em RJ

Goiano advogava para os presos da facção criminosa e logo se envolveu no esquema

diario da manha

O advogado goiano Emerson Thadeu Vita Ferreira, de 43 anos, foi encontrado morto em um apartamento no Rio de Janeiro. Segundo a Polícia Civil de Goiás (PCGO), o profissional que por meio de assinaturas falsificadas já tinha sido preso suspeito de envolvimento em um esquema de sumiço de processos judiciais. De acordo com a polícia, ele chegou a ser ameaçado de morte por essa relação.

Segundo informações da Ordem dos Advogados do Brasil – Seção Goiás (OAB-GO) que teve acesso ao boletim de ocorrência, a morte do advogado foi registrada pela Polícia Civil do Rio de Janeiro. O corpo foi encontrado no último domingo (16), mas ainda não há informações sobre causa e motivação.

A OAB-GO informou que acompanha o caso e lamentou o falecimento do advogado e que espera a conclusão das investigações pela polícia carioca.

Prisão e relação com facções

Em abril de 2017, o Emerson foi alvo de uma tentativa de homicídio, pela relação próxima com membros de uma facção criminosa onde quatro pessoas foram presas suspeitas do crime.

O advogado foi preso em 3 de abril de 2019, durante a deflagração da Operação Antídoto. A ação verificava um esquema de venda de sentença, sumiços de processos judiciais e falsificação de assinaturas. Ele também teria ajudado na fuga da cadeia outro ex-assessor que também foi detido por ser um dos líderes da facção, porém foi solto.

A polícia informou que a vida de luxo e ostentação de Emerson foi essencial para as investigações, já que não condizia com seus rendimentos.

As investigações conduzidas pela Delegacia Estadual de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco) apontam que eles realizavam viagens caras, além de possuir carros de luxo e um deles, até mesmo uma mansão na capital.

Na ocasião, o secretário de Segurança Pública de Goiás, Rodney Miranda, disse que Emerson começou advogando para os presos e logo se ingressou no esquema.

“Ele era um dos líderes da facção. Começou advogando para os presos e acabou se envolvendo com a cúpula, trabalhando, inclusive, em atos de corrupção dentro do 2º escalão do Poder Judiciário, onde ele teve uma correlação com um ex-assessor da justiça, que acabava facilitando o trabalho dele e falsificando documentos, vazando informações de interesse da facção criminosa”, declarou.

*Com informações do G1

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