Brasil

''Pilha foi torturado por questões políticas'', diz deputada federal Erika Kokay

Rodrigo Pilha foi preso na porta do Palácio depois de ter se manifestado contra o presidente Jair Bolsonaro

diario da manha
Foto: Will Shutter/Câmara dos Deputados

A deputada federal Erika Kokay (PT-DF) comunicou ter realizado uma diligência da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados (CDHM), nesta terça-feira (4) para averiguar possível tortura praticada contra o ativista Rodrigo Pilha dentro do Centro de Detenção Provisória II de Brasília.

Rodrigo Pilha foi preso na porta do Palácio depois de ter se manifestado contra o presidente Jair Bolsonaro. Em seu Twitter, a parlamentar afirmou que há indícios concretos de que Pilha foi torturado por questões políticas. 

”Realizamos diligência hoje para investigar denúncias de tortura e colher o depoimento do Rodrigo Pilha. Há indícios concretos de que Pilha foi torturado por questões políticas. Vamos produzir relatório pela Comissão de Direitos Humanos e exigir profunda investigação e punição dos responsáveis”, afirmou Kokay.

Na última sexta-feira (29), o presidente da comissão, Carlos Veras (PT-PE), já havia solicitado que o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT), apurasse as supostas agressões contra o manifestante.

Pilha foi preso no dia 18 de março logo após estender uma faixa contra Bolsonaro, escrito ”genocida”, na Praça dos Três Poderes, em Brasília. O ativista foi transferido para o Centro de Detenção Provisória II no dia 19 de março.

Após ser transferido, segundo a reportagem da revista Fórum, publicada na noite do dia 29 de abril, Rodrigo Pilha teria sido espancado e torturado por agentes penitenciários.

A Secretaria de Administração Penitenciária do Distrito Federal (Seape-DF), informou através de nota enviada ao site Metrópoles, que irá instaurar um Procedimento Preliminar Apuratório para investigar supostas agressões contra o ativista.

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