Brasil

"caminho certo para insucesso”, diz Bolsonaro sobre prorrogação do aúxilio emergencial

Durante um discurso aos lado do presidente do Paraguai, Mario Abdo Benítez, Bolsonaro falou sobre o apoio prestado à população e disse que é preciso coragem para tomar decisão de interromper ajuda

diario da manha

Ao se referir sobre o apoio dado a população durante a pandemia do novo coronavírus, em uma visita a Foz do Iguaçu (PR), nesta terça-feira (1º), o presidente Jair Bolsonaro disse que perpetuar o auxílio emergêncial seria o “caminho certo para o insucesso”.

O presidente viajou ao Paraná para visitar as obras de construção da Ponte da Integração, que está com 40% das obras realizadas e deve ser entregue em 2022. Durante um discurso aos trabalhadores da obra, acompanhado do presidente do Paraguai, Mario Abdo Benítez, Bolsonaro falou sobre os benefícios que o país ofereceu à parte da população durante a pandemia.

“Ajudamos o povo do Brasil com alguns projetos por ocasião da pandemia. Alguns querem perpetuar alguns benefícios. Ninguém vive dessa forma. É o caminho certo para o insucesso”, disse ele sobre uma possíve prorrogação do auxílio.

Uma prorrogação do benefício ainda segue sob análise, mas apesar de o Planalto não ter divulgado uma decisão oficial sobre a extensão ou pagamento de novos auxílios, Bolsonaro afirmou que é preciso ter coragem para tomar decisões.

“Pior que uma decisão mal tomada é uma indecisão. Nós temos que decidir, temos que operar pelo nosso povo povo, pelo nosso país”, afirmou.

Incertezas sobre a extensão do auxílio

A ala política do governo chegou a defender a prorrogação do auxílio emergencial por dois ou três meses em 2021, após o cenário indefinido sobre a criação de o novo programa social, o Renda Cidadão, que substituiria o Bolsa Família. A medida é contrária a equipe ecônomica, que sugere a criação de um programa mais robusto.

O ministro da Economia, Paulo Guedes, também disse na semana passada que o governo não pretende prorrogar o auxílio emergencial, concedido desde maio para desempregados e trabalhadores informais em razão da pandemia do coronavírus, apesar da pressão política. Sobre uma possível segunda onda da Covid-19, o ministro informou que a área econômica está preparada para reagir, caso aconteça.

A mesma opinião foi expressa pelo presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), na segunda-feira (30), em que as possibilidade de se renovar o estado de calamidade pública e o auxílio emergencial foram descartadas por ele, assim ambos os benefícios seguem vigentes até o 31 de dezembro. “O que tínhamos para gastar de forma urgente, já foi gasto”, alegou.

Porém, Rodrigo Maia aida resaltou que a prorrogação do auxílio emergencial, concedido devido à pandemia do coronavírus, é uma decisão que cabe ao governo. “Isso é problema do governo, só que não haverá PEC da Guerra mais. Essa acaba dia 31”.

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