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Pai de João Alberto diz que o homícidio do filho foi um ato de racismo

Para o pai, além de "covarde", a agressão também é uma consequência de preconceito racial

diario da manha

O pai de João Alberto Silveira de Freitas classifica como uma “agressão covarde” e um “ato de racismo” o assassinato do filho de 40 anos em Porto Alegre (RS).  João Batista Rodrigues Freitas contou ao G1 que esteve no local do crime logo após as agressões, avisado por familiares que João Alberto havia sofrido as agressões.

No estacionamento do mercado, o pai relatou a equipe de reportagem ter perguntado quem havia agredido João Alberto. “Me apontaram. Ele tava na viatura”, relata João, que não sabe identificar com qual dos seguranças falou nem quem apontou o veículo.

“Perguntei pro segurança que foi agredido: ‘foi roubo? Ele mexeu em alguma coisa?’. ‘Não’, ele disse. Só levou o soco. E aí o lugar que ele mostrou que levou o soco não tinha marca de anel. Ele não estava com o olho roxo”, disse João Batista.

“Não sei como começou a confusão, o que está registrado é que muita gente registrou uma agressão covarde onde três pessoas começaram a bater no meu filho até levar à morte. A mulher dele estava junto, tentou tirar o cara que estava enforcando ele com o joelho contra o chão e o outro segurança empurrou”, aponta.

Para o pai, além de “covarde”, a agressão também é uma consequência de preconceito racial. “Eu parto da ideia que não é possível [o filho] sofrer a agressão se não tivesse motivo de uma raiva, uma fúria. Para mim, é um ato de racismo”.

João Alberto Silveira de Freitas, de 40 anos, foi espancado por dois seguranças brancos no supermercado Carrefour na noite de quinta-feira (19). Os dois assassinos foram presos.

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