Brasil

OCDE faz pesquisa global das práticas de educação nos países

Em relatório, mostra os comparativos entre resultados do exame Pisa e estrutura e cotidiano escolar. No entanto, na média dos países medidos, o maior acesso à tecnologia não se traduziu em melhores notas no Pisa

diario da manha

Os exames foram aplicados pela entidade OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico) para mostrar um panorama das práticas e verificar o desempenho dos estudantes e da educação dos demais países.

Além disso, entram na conta as respostas dadas por alunos e professores em um questionário aplicado simultaneamente ao Pisa. 

O resultado foi apresentado nesta terça (29) em um relatório chamado “Políticas eficientes, escolas de sucesso”.

Educação global 

Tempos difíceis para a educação global, juntando a pandemia, crise econômica, aumento na desigualdade social, os dados são importantes na busca de práticas cotidianas e infraestrutura educacional que possa ter impacto direto no bem-estar e na performance dos estudantes.

Esses dados do exame, divulgados em dezembro de 2019, mostraram leve melhora do Brasil nas três competências avaliadas — leitura, matemática e ciências —, mas em nível considerado “estacionado” e ainda longe da qualidade necessária para alcançar os países e regiões com as notas mais altas do Pisa, como cidades chinesas, Cingapura e Canadá.

Segundo a OCDE, “políticas e práticas de gerenciamento escolar têm um papel-chave em determinar como os sistemas educacionais respondem aos desafios” dos tempos atuais, desde no agrupamento e seleção dos estudantes até a quantidade de recursos investidos na educação.

As práticas que a OCDE aponta como relevantes para o aprendizado dos alunos, com aparente correlação com o desempenho deles no Pisa:

Corpo de funcionários da escola

Dos alunos brasileiros que participaram do Pisa em 2018, cerca de um terço tiveram o ensino de alguma forma afetada negativamente pela escassez de funcionários. O mesmo valeria para a escassez de recursos materiais.

“Em 17 países e economias, estudantes de escolas com mais escassez de funcionários tiveram notas mais baixas (no Pisa)”, segundo o relatório.

Computadores por aluno e capacidade de ensino remoto

No Brasil, tinha um computador para cada quatro alunos dentro de sua escola, bem abaixo da média da OCDE (de um computador por estudante).

Apenas 26% dos estudantes estavam em escolas onde diretores afirmaram ter banda larga suficiente para suas necessidades em 2018. E só 35% estavam em escolas cujos diretores diziam, na época, plataforma efetiva para o ensino online.

Desvantagens socioeconômicas

Nas medições da OCDE, um aluno de 15 anos (média de idade dos alunos que fazem o Pisa) mais pobre tinha três vezes mais chance de ter repetido de série ao menos uma vez, em comparação com estudantes em melhor situação socioeconômica.

“Claramente, todos os países têm estudantes excelentes, mas poucos países capacitam seus estudantes a serem excelentes e alcançarem seu potencial”.

A combinação bem-sucedida das escolas de alta performance

Se criar mecanismos de gerenciamento, estimular os alunos e comunidades para melhorias, enquanto, no âmbito da escola, “há a responsabilidade de garantir que os estudantes vão aprender” e pondo em prática as avaliações que vão medir isso.

*Com informações do Terra

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