Brasil

"Vencemos aquela etapa": presidente da República enaltece a ditadura

Não podemos esquecer o que aconteceu, porque não queremos nos transformar no que a nossa Venezuela é, declarou Bolsonaro

diario da manha
Foto: Reprodução

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido), em visita a Bagé (RS), elogiou o terceiro presidente da ditadura militar, Emílio Garrastazu Medici, e seu combate aos militares contrários ao governo, e reiterou que o Brasil não quer se transformar na Venezuela, como estaria procedendo “outro país”, numa provável referência à Argentina.

O presidente chegou no final da manhã a Bagé e, seu primeiro compromisso foi visitar uma escola cívico-militar, a primeira do Rio Grande do Sul. Depois de descerrar uma placa e ouvir um poema gaúcho, fez um breve discurso.

“É daqui o Medici também. O homem que pegou o Brasil em um dos momentos mais difíceis, quando alguns lutavam para tomar o poder a qualquer preço. Não conseguiram, vencemos aquela etapa”, assegurou, elogiando a conduta do general, que liderou um dos períodos mais coercitivos da ditadura militar no Brasil e que nasceu em Bagé.

Segundo Bolsonaro, declarou ainda não acreditar que o país possa voltar a momentos como os da ditadura militar, porque onde ” eles tiveram sucesso o povo perdeu”, mencionando os militares de esquerda.

“Não podemos esquecer o que aconteceu porque não queremos nos transformar no que a nossa Venezuela é, e parece que outro país está indo para o mesmo caminho”, afirmou, sem citar a Argentina, a quem diz com frequência que está no caminho de se tornar uma Venezuela, desde a eleição à Presidência do país por Alberto Fernández, que compartilhou com a ex- presidente Cristina Kirchner uma chapa de esquerda, que saiu vitoriosa no pleito.

Aglomerações

Conforme o site de notícias Terra, a chegada de Bolsonaro provocou aglomerações em frente ao aeroporto da cidade e na escola onde foi recebido. Ao sair do aeroporto, o presidente mostrou uma caixa de cloroquina à população que o esperava. Bolsonaro tem creditado sua cura da Covid-19 ao medicamento, que não possuí eficiência comprovada.

O presidente ficou três semanas em isolamento por causa da infecção. Na noite de quinta, admitiu, em live, que está com uma infecção no pulmão e tomando antibióticos

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