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"Não sou bolsonarista", diz Luciano Hang

diario da manha

Luciano Hang, conhecido por ser um dos maiores apoiadores do presidente Bolsonaro desde as eleições de 2018, afirmou à revista Veja que não é bolsonarista.

“Naquilo que o governo fizer certo, vou defendê-lo. Naquilo que fizer errado, vou criticá-lo”, pontuou. “Eu me envolvi para mudar isso e ajudar a reduzir a burocracia para não ficarmos à mercê de um burocrata.”, comentou.

O dono da rede lojas Havan disse que prefere ser visto como um “ativista”, que briga por uma economia mais liberal. “Sou um ativista, um patriota, querendo um país livre e com economia mais liberal”, disse o empresário.

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Luciano Hang revelou que a última vez que conversou com Bolsonaro foi há 15 dias. “Eu não falo com o presidente (Jair Bolsonaro) há uns quinze dias. Estive em Brasília há três meses, na posse do ministro da Justiça. Fui com outros empresários. Não sou bolsonarista como dizem”.

Inquérito das Fake News

O empresário é um dos suspeitos de financiar publicações com notícias falsas e ofensas contra instituições democráticas como o STF. Entre julho de 2018 e abril de 2020, Hang teve seus sigilos fiscal e bancário quebrados.

No entanto, o dono da Havan segue negando fazer parte de esquema de impulsionamento de posts: “Não faço fake news. Estou sendo cerceado no direito de ter as minhas redes sociais”.

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“Fiquei decepcionado. Tenho 8,5 milhões de seguidores. No Código Penal, há diversas formas de você punir alguém que faz alguma coisa errada. Tem calúnia, difamação, danos morais. Eu sou muito atacado por blogs, sites e jornais de esquerda, que falam mentiras sobre mim. E aí processamos cada um. É assim que tem que ser. Não tinha por que fazer esse bloqueio. Não faço fake news. Estou sendo cerceado no direito de ter as minhas redes sociais”, disse em entrevista à Veja, após ter suas rede sociais bloqueadas pelo ministro Alexandre de Moraes.

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