Aparecida de Goiânia

Plasma sanguíneo de recuperados da Covid-19 é coletado pela Prefeitura de Aparecida de Goiânia

O material coletado fica armazenado em um banco de sangue e será utilizado para ajudar no tratamento de outros pacientes graves internados no Hospital Municipal (HMAP)

diario da manha
Foto: Wigor Vieira

As amostras de sangue de pacientes recuperados da Covid-19 começaram a ser coletadas esta semana pela Secretaria Municipal de Saúde (SMS) de Aparecida de Goiânia. O material coletado fica armazenado em um banco de sangue e será utilizado para ajudar no tratamento de outros pacientes graves internados no Hospital Municipal (HMAP).

Segundo divulgação do portal do município, a doação é voluntária. Para isso é necessário ter entre 18 e 60 anos de idade, mais de 50 quilos e não apresentar doenças infecciosas transmissíveis por meio de transfusão. É preciso estar em bom estado de saúde depois da recuperação da doença e já ter anticorpos contra o novo coronavírus. Quem tem esse perfil necessário é acionado pelo Instituto de Hematologia de Goiânia (IHG).

Esse processo consiste na transfusão do plasma convalescente de um indivíduo curado para um infectado. O objetivo é neutralizar o vírus, conforme publicação do site.

De acordo com o secretário de Saúde e presidente do Comitê de Prevenção e Enfrentamento à Covid-19 em Aparecida, Alessandro Magalhães, essa técnica, segundo estudos, é promissora no combate ao coronavírus.

“Com ela, vidas podem ser salvas porque há evidências científicas e atenuamento dos sintomas com diminuição da carga viral e, do tempo e ventilação mecânica e de internação na UTI”.

Essa terapia de doação é a mesma utilizada em epidemias de Ebola e H1N1 em vários países, segundo pontua a publicação. Conforme o secretário esse mecanismo segue critérios estabelecidos pelo Conselho Federal de Medicina (CFM). Além disso, já foi testada mundialmente para a epidemia de Síndrome Respiratória Aguda Grave (Sars) em 2003 e com resultados positivos em muitos casos, como aponta Alessadro Magalhães.

“Não é uma técnica infalível, mas uma alternativa que não deve ser descartada e que pode ser usada com acompanhamento profissional rigoroso, para tentar reduzir a gravidade da doença em pacientes que apresentam complicações severas”.

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