Anápolis

Prefeitura oferece treinamento em redes sociais para artesãos driblarem a crise

A iniciativa visa auxiliar o artesão a superar os efeitos frente à pandemia e oferecer uma oportunidade de valorização e geração de renda para a categoria.

diario da manha
Foto: Júlio Gomes/Arquivo pessoal

A Secretaria Municipal de Integração Social, Esporte e Cultura de Anápolis realizará um treinamento de uso das redes sociais para artesãos. O evento estava previsto para ocorrer no próximo dia 12 de março, das 14 às 17 horas, na sede da Diretoria de Cultura, localizada na Praça Bom Jesus, no Centro. No entanto, devido ao novo Decreto Municipal, uma nova data será divulgada para a realização do curso.

As inscrições já estão abertas através do link: https://www.eventbrite.com.br/e/treinamento-de-artesoes-para-uso-de-redes-sociais-tickets-142089598815. Os interessados têm até o dia do evento para fazer suas inscrições. De acordo com os organizadores, são cinquenta vagas gratuitas e todos os protocolos de saúde serão respeitados durante o evento.

O intuito é mostrar que utilizando as redes sociais, o artista pode encantar e estabelecer um vínculo com o público em meio ao contexto pandêmico provocado pelo coronavírus.

Um dos objetivos é mostrar aos participantes que as redes sociais oferecem ferramentas para que eles deem visibilidade ao seu trabalho e aumentem suas possibilidades de ganho e renda.

Além disso, a pasta afirma que serão abordadas noções de marketing associadas às ferramentas disponíveis nos aplicativos e plataformas sociais.

O isolamento e as medidas de restrições contra a pandemia reduziram as possibilidades para que os produtores e artistas realizassem suas atividades. Para o diretor municipal de Cultura, Vinícius Cunha, virtualmente o artista possui mais possibilidades para alcançar seu público.

Sonja Maria Lacerda, secretária municipal de Integração Social, Esporte e Cultura afirma: “Vamos lançar um novo olhar para o uso das redes sociais, como forma de valorização do artesanato local e auxílio do agente cultural na superação dos efeitos desta crise pandêmica”.

O impacto da pandemia no setor

O mestre artesão Júlio Gomes, de 30 anos, trabalha com artesanato há mais de duas décadas e atualmente faz trabalhos com fibras naturais, sementes do Cerrado e esculturas em jornais.

Em entrevista ao DM o artesão falou um pouco dos impactos que a pandemia provocou em seu trabalho e como as redes sociais podem ajudar.

De acordo com o artista, antes da pandemia o uso das plataformas digitais era menor. “Antigamente eu utilizava só o Facebook”, afirma. Segundo Júlio Gomes, após os impactos e medidas de restrição provocados pela Covid-19 o uso dos recursos digitais aumentou.

“Hoje em dia tenho o Instagram, trabalho com e-commerce, Mercado Livre, WhatsApp. Todas as plataformas que dão pra vender a gente usa para estar divulgando”, explica.

Segundo ele que também ministra cursos na área, os artesões estão impossibilitados de estar fazendo eventos presenciais. “Uso esse tipo de plataforma e assim como todos os outros setores que foram afetados pela pandemia a arte e o artesanato não foi diferente”, aponta.

Ele explica que sentiu uma maior queda na chamada segunda onda do vírus devido à retração da economia. “No ano passado quando comecei a trabalhar com as plataformas digitais minhas vendas aumentaram mais do que quando vendia presencialmente”, diz.

O trabalho do artesão está disponível através da sua página no Facebook, pelo Instagram @art_gomezbrasil e demais plataformas.

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