Anápolis

Anápolis em alerta contra Covid-19; entenda o que muda

A partir desta segunda-feira a cidade passará para o grau moderado da matriz de risco. Os novos protocolos foram anunciados na última semana pelo prefeito Roberto Naves

diario da manha

Na última quinta-feira (18), o prefeito de Anápolis, Roberto Naves (PP), afirmou durante uma coletiva de imprensa que devido a situação da pandemia, o município está em o grau moderado da matriz de risco, a partir desta segunda-feira (22).

De acordo com a gestão municipal, o objetivo da prefeitura é salvar vidas. Diante deste cenário o prefeito afirmou que reabrirá a unidade de saúde do Leblon e estabeleceu 11 protocolos que orientam como cada segmento comercial deve realizar suas atividades.

Em prevenção à um possível colapso no sistema de saúde, os novos protocolos para prevenção à Covid-19 mudam algumas regras vigentes. Na ocasião, Roberto Naves ainda destacou que os leitos exclusivos para atendimento ao coronavírus de Anápolis estão com mais de 50% de ocupação.  

As medidas são válidas por um período de 15 dias, podendo ser prorrogado de acordo com a situação da pandemia na cidade.

Entenda como a nova matriz impacta em cada categoria

O comércio não essencial será o mais restringido com as novas mudanças e terá os horários reduzidos. Os lojistas deste segmento só poderão abrir as portas de segunda à sexta-feira, das 9h às 16h. Fica restrito o funcionamento aos finais de semana e feriados.

As escolas e creches municipais continuarão no sistema de ensino online por decisão da Secretaria Municipal de Educação até que todos os professores sejam vacinados e as instituições particulares podem funcionar com 30% da capacidade total.

Já os shoppings, ficam com funcionamento estabelecido apenas de segunda à sexta-feira, com lotação máxima de 500 pessoas e o horário de 12h às 20h. Para as feiras livres ficou estabelecido o rodízio, conforme determinação do órgão competente.

Redução de pessoas

Outra mudança, diz respeito ao horário de funcionamento dos serviços de alimentação, que podiam abrir até a meia-noite e agora passam a funcionar somente até as 22 horas, com redução de 50% para 30% da capacidade máxima de clientes. Após o horário estabelecido podem operar em sistema delivery e drive-thru.

Por sua vez, os templos religiosos também devem reduzir de 50% para 30% da capacidade máxima de pessoas. Eventos privados como casamentos e batizados, devem ser comunicados à Vigilância Sanitária e podem conter no máximo 50 pessoas.

O mesmo se aplica à eventos públicos, como congressos, reuniões e similares.

Tolerância zero

Roberto foi enfático durante a conversa com a imprensa, “estamos mais uma vez em uma curva crescente”. Para o prefeito, todos devem ser responsáveis para reverter a situação. Na cidade ao todo 472 pessoas perderam a vida por causa da Covid-19.

Ficam proibidos o uso de brinquedos, academias ao ar livre, parquinhos e espaços esportivos em parques e praças de Anápolis.

Boates, danceterias e similares não poderão funcionar. Assim como ficam proibidas casas de espetáculo, cinemas e teatros. Bem como as galerias de arte, museus e bibliotecas não terão abertura permitida ao público.

O transporte público de Anápolis também sofre alteração e volta a poder transportar apenas passageiros sentados, sem lotação para evitar aglomerações.

Os serviços essenciais como farmácias, supermercados, postos de combustível e hospitais podem funcionar normalmente segundo os protocolos. Seguem funcionando normalmente também os bancos, lotéricas, correios e demais atividades essenciais e de manutenção da vida.

Comerciantes de Anápolis temem a falência

O presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas de Anápolis (CDL), Wilmar Carvalho, afirmou em entrevista à TV Anhanguera, que a grande preocupação é com uma possível prorrogação destas medidas atuais.

“Esperávamos que na edição desse novo decreto em risco moderado o executivo mudasse o horário de funcionamento do comércio deixando das 8h às 18h. Se prorrogar os micros e pequenos empresários não vão sobreviver nessa pandemia”, disse.

Comerciantes locais fizeram um apelo durante a transmissão, “nós dependemos disso para sobreviver”. Uma proprietária de uma loja de móveis afirmou que precisou demitir dois funcionários no ano passado devido às restrições. “Horários de restrição prejudicam muito”.

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