Anápolis

Servidor público é filmado matando cão a tiros em Anápolis

Uma câmera de monitoramento flagrou o momento que o animal corre em direção ao homem e é baleado

diario da manha

Foi identificado pela Polícia Civil (PC-GO), o homem que matou a tiros um cachorro em Anápolis, a 55 km da capital. Conforme a corporação, ele é um servidor da segurança pública do estado de Goiás.

Para o delegado que acompanha as investigações, Carlos Antônio Silveira, o investigado afirmou legítima defesa, pois percebeu que o cachorro iria atacá- lo. Uma câmera de monitoramento flagrou quando o animal corre em direção ao homem e é baleado. Veja a seguir:

Foto: Repodução

“Ele foi ouvido e alegou que estava fazendo uma caminhada. Estava armado e o cachorro foi na direção dele. Conforme as imagens, ele fala que sentiu que o cachorro ia atacá- lo, por isso, atirou”, declarou o delegado.

Segundo o site G1, o crime ocorreu na sexta-feira (25) e foi registrado na PC por um comerciante, que seria o dono do cão, e também pela responsável por uma Organização Não Governamental (ONG), de defesa dos animais.

Moradores confirmaram que o cãozinho era chamado de ‘Gerente’, pois ajudava a “cuidar” do comércio da família que o adotou e era conhecido na região.

Investigação

O servidor público prestou depoimento na última segunda-feira (28), e foi liberado em seguida por não estar dentro do período de flagrante. Ele alegou ainda que saiu correndo do local em que o cachorro foi baleado porque, após atingir o animal, os donos do cão saíram no portão.

De acordo com o delegado, o caso está sendo investigado cuidadosamente. Ele relatou que as imagens serão melhor analisadas, para verificar se houve “abuso” por parte do funcionário público.

Ainda segundo o delegado, os donos do animal também devem ser chamados para prestar depoimento, pois eles têm responsabilidade pelo cão, que estava solto na rua e o risco que o cachorro poderia oferecer a comunidade também será avaliado.

Conforme a polícia, caso seja comprovado em investigação o crime por parte do funcionário público, ele pode responder por maus-tratos. Em relação à arma usada, o delegado informou que o suspeito tinha registro e posse.

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